Cinco opositores confirmaram que concorrerão à presidência, mesmo número de 2009. Patrícia Amorim segue sem se posicionar sobre reeleição
Anunciaram candidatura Lysias Itapicurú, Ronaldo Gomlevsky e Wallim Vasconcellos. Por telefone, Marcos Braz, demitido por Patrícia Amorim e que disputará eleição com a atual presidente do clube também para a Câmara dos Vereadores, confirmou que concorrerá e terá como vice o ex-judoca Frederico Flexa. Além deles, Jorge Rodrigues, cuja empresa, Triunfo Logística, patrocina atualmente o Flamengo e está cobrando multa por descumprimento do contrato, também vai se candidatar, informação confirmada através da assessoria da empresa.
Outros dois possíveis candidatos não asseguraram participação no pleito. Delair Dumbrosk, segundo colocado em 2009, afirmou por telefone que a intenção é de não concorrer e conversar com todos para resolver qual chapa vai apoiar. Arnaldo Cardoso, por sua vez, disse que tomará a decisão de disputar ou não a eleição até o dia 7 de setembro. A assessoria de Patrícia Amorim informou que ela participará do processo eleitoral, sem confirmar se será candidata. Gente ligada à presidente, contudo, vem atuando em prol da candidatura. Ela já estaria até procurando de forma discreta um vice de finanças para substituir Michel Levy no próximo mandato. Recentemente o dirigente teve a sua influência no futebol reduzida com a contratação de um diretor executivo de finanças, Renato Blaute.
Nas últimas eleições, Patrícia Amorim venceu com 792 dos 2.342 votos apurados, 93 votos a mais que Delair Dumbrosck. Clóvis Sahione foi o terceiro, com 388 votos; Plinio Serpa Pinto ficou em quarto, com 311 votos; Pedro Ferrer, o quinto, teve 89 votos e Lysias Itapicurú obteve 49 votos. Foram 14 votos nulos e brancos.
Presidente da comissão eleitoral rubro-negra, Marcelo Antero afirmou que ainda não estão sacramentados os requisitos que as chapas deverão preencher. Estuda-se a necessidade de autorização por escrito dos sócios para inclusão de seus nomes. No calendário oficial enviado aos candidatos consta somente a instrução de que, se o nome de um sócio aparecer em mais de uma chapa, o mesmo será "intimado" a optar por uma delas.
Para formar uma chapa, são necessários 160 nomes para o Conselho Deliberativo, incluindo 40 suplentes; 72 nomes para o corpo transitório do Conselho de Administração, contando 24 suplentes; presidente e vice-presidente da Assembleia Geral e presidente e vice-presidente do Conselho Diretor. Ou seja, cada candidato terá de apresentar 236 partidários à comissão eleitoral.
- Haverá uma conversa preliminar e na semana seguinte decidiremos com toda a comissão. Vamos analisar essa necessidade de o sócio dar autorização por escrito para ter o seu nome vinculado a um candidato - explicou Antero, juiz conhecido por ter sido um dos responsáveis pela criação do acordo dos quatro grandes do Rio com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), limitando as penhoras provenientes de ações trabalhistas a uma porcentagem de desconto obrigatório em todas as receitas.
Entre os candidatos de oposição, um vem tendo sua legitimidade contestada. Wallim Vasconcellos, que lançou sua candidatura nesta terça escorado em um grupo de executivos de grandes empresas e no apoio do maior ídolo do clube, Zico, tem apenas meses como sócio proprietário do clube, apesar do tempo como sócio patrimonial. O artigo 154 do estatuto do Flamengo dá margem a interpretações. Ele cita as categorias de sócios que podem se tornar candidatos e, em outro item, menciona que o candidato deve ter cinco anos de vida associativa no clube, sem especificar se esse período tem de ser obrigatoriamente como associado em uma das categorias citadas anteriormente. Caso tenha sua candidatura impugnada, um dos empresários que dão apoio a Wallim deve tomar a frente da campanha.
- Só avaliaremos a validade de qualquer candidatura depois que a chapa for inscrita - completou Antero.
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